Capítulo 1

Comentários

  1. Reação Capítulo 1: Eu acredito em realidade? A tentativa de conciliação lançada por Latour nesta pequena frase, me encantou. Construção ou realidade? Ordem ou desordem? A palavra acreditar, me faz lembrar a palavra crença. Crença me lembra estudo, estudo me lembra conhecimento. E a política fica onde? E realidade? Esta busca pelo real, do real da natureza, da sociedade, da mente. Há uma “realidade” lá fora para ser descoberta? Apesar de já ter lido dois livros de Latour, não tinha percebido tão fortemente este pensamento da impossibilidade de dissociar epistemologia e política. Será que me entendi errado? E a realidade externa? Um real de realizações, de práticas de laboratórios, de conhecimento científico, de humanos e não humanos. Parafraseando Latour, não há uma mente extirpada do mundo. Uma realidade externa à uma pessoa, mas não à um coletivo.

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  2. A proposta desse livro de ser uma "cenografia conceitual" para o par humano e não-humano parece poesia na ciência. Latour mostra o mistério dos estudos científicos apontando as relações entre o que se supunha ciência pura e nosso vasto mundo. Sem medo da massa. Nós baianos diríamos que a massa é massa!
    Essa mistura é o que há de mais bacana nos estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade, os estudos CTS. Que bonito é permitir que o mundo "invada a cena e quebre o frasco" dessa antiquada e fria ciência das certezas absolutas!
    Eu, que venho de uma área que nem o título de ciência ganha por unanimidade - a comunicação - super me identifico com essa bela definição de "esquisitas mixórdias de política, ciência, tecnologia, mercados, valores, ética e fatos que não podem facilmente ser abrangidos pela palavra Ciência, com C maiúsculo".
    A ciência está em ação e os fatos são construídos. Há esperanças para resgatarmos "a história social das coisas e a história "coisificada" dos humanos".
    A profundidade é mesmo grande, Latour, com "um bocado de barulho e uma pontinha de absurdo".
    Mas nem precisa perguntar duas vezes: te ajudo nessa tarefa com as duas mãos!

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  3. Para ver a apresentação do capítulo 1 copiar e colar em um navegador a URL a seguir:

    https://goo.gl/tHcZe8

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  4. O capítulo 1, Você acredita na realidade? De A esperança de Pandora, do Bruno Latour, de um lado me relembrou um Latour que gosta de apresentar uma ideia como se estivesse defendendo para depois refutá-la. Dos livros que li, acho que Cogitamus foi o que ele mais explorou, mas aqui já podemos ver uma semente quando ao final do capítulo nos diz que não se considera moderno nem pós-moderno, talvez um amalgamado. Um lado que não tinha visto ainda de Latour era o seu lado erudito. Neste capítulo o autor faz uso de várias citações e passagens para responder à pergunta de seu interlocutor: “ – Você acredita na realidade?”, para entendermos porque Latour usa mão dos autores clássicos vejamos o subtítulo do capítulo, “Notícias das trincheiras das guerras na ciência”, vemos então que o medo do interlocutor está na dicotomia entre os filósofos realistas versus os construtivistas e uma má compreensão do trabalho feito pelos pesquisadores do campo dos estudos de ciência, tecnologia e sociedade, ou Science Studies, erroneamente traduzido por estudos científicos no livro. OS pesquisadores CTS ao entrarem nos laboratórios e explicitarem como as pesquisas são feitas não estão expondo pejorativamente os cientistas mas dando visibilidade. Estudar como a ciência é feita é um passo importante para entendermos o nosso desenvolvimento. Termos clareza que a ciência nunca foi imparcial e livre de política é um primeiro passo para pensarmos em algo diferente.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Reação do capítulo 1: Você acredita na realidade? Essa pergunta que dá título ao primeiro texto do livro me trouxe a memória o filme Matrix que numa linguagem cinematográfica apresentava o questionamento do que vemos e vivemos é real. O texto de Bruno Latour nos oferece a pírula vermelha que foi dada por Morpheus ao protagonista do filme Neo. No filme é dada a Neo a opção da pírula azul e a realidade continuar ser como é. No caso de Latour não é oferecida essa chance.
    Além disso, Latour apresenta o segundo medo ou intenção da pergunta do amigo: Se a razão não governar, a força prevalecerá. Ele nos mostra que tal curiosidade advém do escrito platônico Górgias, onde Sócrates enfrenta Cálicles sobre esta questão. Nos dias de hoje assistimos um domínio da força em todos os campos da humanidade. A academia vive essa luta entre a razão e o governo da força.
    Outro aspecto que não podemos deixar de comentar, é a originalidade dos estudos científicos, onde Latour apresenta sua visão na qual eu concordo que quanto mais ligada uma ciência estiver com o resto do coletivo, melhor será, mais precisa, mais verificável, mais sólida e completando será mais palpável para a sociedade. Não obstante, desse comentário assistimos hoje um discurso pós-moderno de desconstrução da metas-verdades, entre elas, a Ciência como fonte do saber absoluto.
    Diante disso, os argumentos de Latour nos desafiam a questionar a realidade em tempos que ela para muitos é um enigma intransponível.

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  7. O capítulo 1
    Você acredita na realidade?
    Reações
    Na minha visão, o autor confronta constantemente as ideias. Talvez, como se quisesse ter a certeza do que o leitor está assimilando como conceito de seu questionamento.
    A pergunta: “Você acredita na realidade?”, feita por Latour, e diante de seus confrontos, põem-nos a pensar: quando acredito ser algo real, quão real é na realidade? De qual realidade falamos? De qual ponto de vista? Portanto, existe uma realidade, ou “realidade”, que deverá ser descoberta, ou não. Essa forma de provocação desenvolvida pelo autor, talvez demonstre a preocupação deste com as diferentes linhas de pensamento entre pensadores (filósofos, talvez), com linhas mais realistas e outros com linhas voltadas para Piaget, por exemplo, mais construtivistas.
    Portanto, o que é realidade para uma pessoa não é realidade para esta, ao ser comparada num ambiente social.

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  8. Você acredita na Realidade?
    Apresentei na leitura uma estranha sensação que o autor passou o tempo todo
    confrontando o mundo dito real, causando profundas incertezas, minha verdade
    absoluta realmente é representativa para outra pessoa. O autor me levou a reflexão da
    possibilidade de existir diversas realidades para o mesmo contexto, tive a possibilidade
    de tentar enxergar o mundo fora do meu eu, muito complicado, classifico como um
    exercício quase impossível, quase pois estou me esforçando para conseguir.
    Vejo que autor mostra que a realidade é produzida por nós, ou seja vem de dentro para fora ,
    quando o outro recebe minha realidade ele sintetiza no seu Eu e a resposta da sua reflexão
    produz uma outra realidade que pode confrontar a minha, pensando em sociedade pode se
    construir um conflito.

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  9. O autor começa o capítulo um explicando as raízes que fundamentaram a pergunta do seu colega: “Você acredita na realidade?”
    Perpassa por diversos teóricos, tanto da filosofia como da sociologia, para explicar como surgiu a rivalidade entre as ciências humanas e o conhecimento científico.
    Em suma, explica que, para os estudiosos da ciência, o mundo exterior, objetivo, cheio de verdades e de completudes não existe, porque também não existe mundo interior, das subjetividades, do individual: homem e sociedade são uma coisa só, a produção de conhecimento perpassa por ambas essas instâncias.
    Para ele, a ciência é social por que é feita por seres sociais, que dependem das estruturas sociais para desenvolverem suas atividades. Ele também rechaça a ideia de que só cientistas podem falar de ciência, ou seja, só pesquisadores daquele campo específico podem opinar sobre ela.
    Ao final do capítulo, justifica o título do livro, explicando que, para ele, analisar criticamente os fatos científicos, como sendo uma produção social, combate tanto os perigos da objetificação, de enxergar a produção científica como algo objetivo e desconexo do social, como o perigo do mergulho no social, entendendo que existem diversos outros fatores que interferem na produção do conhecimento que não apenas os sociais.

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  10. A pergunta intrigante que nomeia o capítulo 1, “Você acredita na realidade?”, no primeiro momento me pareceu trazer uma resposta óbvia, se é real, logo, não há como se questionar, não há como não se acreditar, é real e ponto. No entanto, a pergunta de um psicólogo a um estudioso das ciências me trouxe uma acerta inquietação quanto ao ponto de vista da “realidade”, a possibilidade de diversas formas de realidade. Os vieses abordados quanto às crenças das diversas realidades que me chamaram mais atenção foram os relativos à religiosidade de crer sem ver, “Credo in unum deum”, acreditar na existência de Deuses sem vê-los; o questionamento do mundo exterior ao homem; as convicções da massa quanto ao que é a realidade que pode variar ao longo dos tempos, e o medo do governo a essas reações; o poder do “coletivo” prevalecendo sobre o poder individual do ser humano, e que a Ciência está em constante ação transformando os humanos e não-humanos. Outro ponto que me fez pensar foi a possibilidade de que não só os cientistas podem falar de ciência, que não deve “haver censura” na exposição de ideias e pontos de vistas diferentes, não só na Ciência, mas em todos os campos de estudo. O autor termina o capítulo dizendo que há um longo caminho a percorrer e acaba propondo que seja realizada uma busca pelo o que nos resta, a esperança.

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  11. Popper nos diz que "somente quando erramos é que esbarramos na realidade", mas o que é a realidade em um determinado contexto?
    No âmbito acadêmico, para imergirmos em uma pesquisa , penso que devamos estar atentos pata o percurso da trajetória da ação. E quão complexo é esta afirmativa, pois durante este processo existe uma tendência natural de querermos apresentar resultados e nesta seara não ficamos atentos para fatores importantes que acontecem no decorrer de uma pesquisa.
    E, ao deixar de observar e interagir com humanos e não-humanos "criamos"/"produzimos" uma realidade na ânsia de obter um produto e, com isso, deixamos para trás uma rica e real experiência,

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  12. ESTUDOS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE
    Aluno: Mario Afonso da Silveira Barbosa
    Reação ao capítulo 1 do livro “A Esperança de Pandora”
    Confesso que a leitura deste capítulo me fez “elucubrar” por dias, a começar pelo título: “você acredita na realidade?” Inicialmente respondi “claro que acredito”. Mas comecei a divagar e vi que existem várias realidades ou verdades. Ao ver a figura 1.1, que mostra um arranjo natureza fora, a mente dentro, a sociedade abaixo e Deus acima de todos, pensei: caramba, eu mesmo tenho dúvidas em qual realidade acreditar – o Homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança ou é uma evolução natural do macaco?
    A Terra, por exemplo, já foi plana (e quase todos acreditavam nisso), depois verificou-se que era redonda; agora já existem novas teorias em relação ao formato da Terra. Até as verdades mais “absolutas” podem ser questionadas: 1+1=2? Não para sempre; por exemplo, some um coelho macho com uma fêmea. Inicialmente teremos dois coelhos, mas depois de algum tempo teremos muitos mais.
    Latour diz que “Se existe algo de inatingível, é o sonho de encarar a natureza como urna unidade homogénea, a fim de unificar as visões diferentes que dela tem a ciência! Isso exigiria que ignorássemos inúmeras controvérsias, muita história, muitos negócios inacabados, muitos desfechos suspensos”. O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Depois de muito “filosofar”, acho que a “realidade” depende de muitos fatores. Quando? Onde? Para quem? Por quanto tempo?

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  13. Olhem aí link para o vídeo da Maria Verônica com sua reação ao capítulo 1: https://drive.google.com/file/d/12SYm3u1d883Aw8tZNnLPcxsvxKAsLqtS/view?usp=sharing

    Avisem-nos se conseguirem assistir numa boa

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  14. Notícias das trincheiras das guerras na ciência
    Você acredita na realidade?



    O primeiro capítulo serve de introdução à coletânea de artigos.
    Nele, Latour tem alguns objetivos, mostrar a originalidade dos estudos científicos e seus benefícios. Define-se como não-moderno. Estabelece e reconhece uma guerra com cientistas tradicionais e detém-se neste assunto ao invés de apresentar seus conceitos de forma mais clara. Fica na defensiva e parece responder a ataques passados. Trata-se realmente de uma guerra. E nela Latour não poupa Kant (seus a priori universais), Sócrates, Hume, Heidegger, Descartes, Platão, e Deus...
    Difícil sair algum ganhador dessa guerra.

    Realismo radical
    Latour escreve de maneira densa, complexa, e tem bons argumentos,
    mas é confuso.
    Ideias interessantes:
    Ele critica intensamente a visão de “um mundo exterior visto do desconfortável ponto de observação de um cérebro extirpado”. Defende que “os estudos científicos acrescentam realidade a ciência (não o contrário)”. Fala dos muitos “não-humanos mesclados à nossa vida”. A importância do corpo. A prática laboratorial, a história, a cultura, a política. O conceito de coletivo e sociedade, de “livre construção de narrativas” e “certezas relativas”.

    A força sempre prevalece
    Infelizmente e esta opõe-se ao campo da razão. Governos das massas e medo das massas... Então teremos de seguir um objetivo mais ameno, e o modelo inteligente nos diz que os estudos de ciência talvez sejam anti-ciência, e libertam as ciências da política. Através de um outro coletivo, um partido. Vemos a vontade de Latour em democratizar as ciências e exigir um realismo mais realista. Citando fusões de conhecimento, Latour defende as disciplinas transdisciplinares. Sua metodologia é baseada na pesquisa e na prática da ciência em laboratórios.

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  15. Reação ao Capítulo 1

    Durante um congresso realizado na cidade de Teresópolis, Rio de janeiro, patrocinado pela Wernner-Grenn Foundations, Latour foi abordado por um colega psicólogo que disparou-lhe duas perguntas: “você acredita na realidade?” ; “a ciência é cumulativa”? A tal estranhamento somou-se o fato de que, a organização do evento dividiu os convidados em “cientistas” e “estudiosos da ciência”. Tal categorização agravou seu mal-estar com aquela situação, até porque ele fora incluído na categoria “estudiosos da ciência”. Mas, como ele se considerava um cientista, tal enquadramento foi realmente muito desconcertante para ele. Aliás, ele atribui ter vivido tais situações graças às “suspeitas” instauradas sobre a natureza dos Science Studies a partir da chamada “guerra das ciências”.
    Contrapondo-se a essas suspeitas, Latour destaca que entre os importantes efeitos que os Science Studies têm tido sobrea ciência estão os de acrescentar-lhe realidade e objetividade. Afirma o autor que, ao invés de lidar-se com uma “pálida e enxague objetividade da ciência”( ver pág.15), tem-se demonstrado que “os muitos não-humanos mesclados à nossa vida coletiva( a dos praticantes dos Science Studies) graças à prática laboratorial têm história, flexibilidade, cultura, sangue”. Ainda dirigindo-se àqueles que consideram que os Science Studies atacam a ciência, ele responde dizendo que “ninguém amaria mais a ciência do que esta minúscula tribo científica, que aprendeu a divulgar fatos, máquinas, e teorias com todas as suas raízes, vasos sanguíneos, redes, rizomas e gavinhas’.
    Registra ainda que ninguém acreditaria mais na “objetividade da ciência do que aqueles que insistem na possibilidade de transformá-la em objeto de pesquisa”( ver pág.15).
    Latour também destaca não ter sentido falar-se de epistemologia, ontologia, psicologia, política ou mesmo teologia de forma independente dentro da perspectiva dos Science Studies., pois nesse novo cenário essas disciplinas constituem-se um único arranjo.
    Mais adiante( ver pág. 36) ele escreve que os Science Studies visan lidar com uma “política das coisas, não com a disputa já superada para saber se as palavras se referem ou não ao mundo”.

    OBSERVAÇÃO: REAÇÃO DO CARLOS ALBERTO PAIXÃO

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