Capítulo 3

Comentários

  1. Ao concentrar-se no caminho Latour nos conduz aos encontros, o que leva meus pensamentos para as poéticas palavras de Vinícius de Moraes: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida.". Tudo que conhecemos como realidade na vida depende do que encontramos e isso deixa de fora infinitas possibilidades do que poderia ter sido, ao mesmo tempo em que revela a fragilidade do que entendemos como real.
    Antes de ser iniciada nos estudos CTS eu tinha como um dos motes da minha vida que toda história tem dois lados. Agora vejo que toda história tem múltiplos lados, superpostos, entrelaçados, misturados. E aqui elas não se desviam umas das outras. Ao contrário: se encontram, sem preconceitos nem pretensão de pureza.
    E é novamente Vinicius quem termina essa reação, em uma inusitada associação entre amor e essa nova verdade - sempre temporária - que conhecemos por aqui: "Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". Faço coro!

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  2. O capítulo 3
    Reações
    O fluxo Sanguíneo da Ciência: um exemplo da inteligência científica de Joliot
    Latour, em sua busca incessante de confrontar nossas ideias, nos leva a verificar a presença da referência circular na construção de um pensamento científico, onde a partir de uma ideia principal, sem a qual não há uma explicação fundamentada, a evolução das demonstrações e estudos específicos, ratificam a ideia inicial.
    O autor nos põem a pensar que o objetivo científico, nem sempre é puramente científico, pois, este pode ter sofrido uma deriva e, a partir de então, com um resultado conjugado, o novo tende a atender a quem? A ciência? Ao político? A sociedade? A todos? Muitas questões a serem compreendidas e respondidas.
    O que nos leva a pensar: a junção desses objetivos, como resultado, seria um resultado ou somente um terceiro objetivo? Que não necessariamente atenderia à sociedade.

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  3. O autor deixa claro o erro por parte de alguns cientistas que consideram que a pesquisa cientifica serve de explicação social da Ciência, o resultado científico pode abrir espaço para reflexões de sua aplicação no coletivo e seus impactos na sociedade. Fazendo associações com os capítulos anteriores Latour retoma seu discurso de avaliar as transformações da ciência ao longo do tempo e espaço, apresentando a presença de uma referência circular, o resultado de uma pesquisa cientifica pode se enxergado em uma perspectiva social mais ampla, ocorrendo a necessidade de um pesquisador de conhecimento quase universal. Ao longo de uma pesquisa Latour deixa claro a presença de ramificações, na verdade prefiro chamar de grafos do conhecimento, uma rede que pode crescer muito e se distanciar de sua ideia inicial.

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  4. Este é um capítulo dos mais interessantes do livro. Nele, Latour discute uma de suas grandes contribuições para a história das ciências: uma trégua na guerra entre externalistas e internalistas!
    "Num dado período, até que ponto é possível seguir urna política antes de ter de lidar com o conteúdo detalhado de urna ciência? Até que ponto é possível examinar o raciocínio de um cientista antes de ter de lidar com os detalhes de urna política? Um minuto? Um século? Urna eternidade? Um segundo? Não pedimos que corteis o fio que vos conduz, ao longo de urna série de transições imperceptíveis, de um tipo de elemento para outro” (104)
    Latour nos lembra que não existe uma subdivisão entre política e conhecimento científico, entre a atuação de humanos e de não humanos. Nos lembra que é impossível realizar um relato que não ultrapasse estas fronteiras e que devemos fazer isso de forma simétrica, olhando com o mesmo cuidado e carinho cada um destes elementos.
    Esta postura epistemológica de Latour nos remete ao conceito de rizoma de Deleuze e Guatarri; ao que eles chamam de matilha, contágio, epidemia. Com relação ao conhecimento, estes autores colocam que “ as ideias não morrem”; elas são como caminhantes e mutantes - ora ciência, ora senso comum, ora feitiçaria, mudando de forma e conteúdo, sempre se deslocando. A história das ideias deveria, então, acompanhar estes deslocamentos, seja dentro da academia, nos gabinetes de ministros ou mesmo em nossos terreiros de candomblé.

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  5. Reação do capítulo 3: Latour apresenta neste capítulo o quanto é absurdo a perspectiva de uma ciência isolada do resto da sociedade e o compara com o corpo humano e os seus sistemas venoso e arterial. O mesmo, usa o exemplo de Frédéric Joliot que numa teia de relações políticas e empresariais tentava realizar a primeira reação nuclear artificial em cadeia. O cenário de uma guerra iminente - Segunda Guerra Mundial - impulsionou tal experiência em diversos países. Diversos países antagonistas - União Soviética, Inglaterra e Alemanha - realizaram suas pesquisas para uma reação em cadeia obtida pelo bombardeamento por nêutrons os átomos de urânio. Diante da política internacional, Latour nos chama atenção que entre a ciência e política deve existe um pragmatismo que possa beneficiar ambos. A operação de translação ficou clara nesse trabalho de Latour que é a combinação de dois interesses diferentes num único objetivo composto. Segundo Latour, essas operações de translações transformam as questões políticas em questões técnicas e vice-versa e as operações de convencimento mobilizam agentes humanos e não-humanos. Há uma tentativa de enumerar os vários fluxos que Joliot precisava para realizar o seu trabalho, Latour mapeia os cincos circuitos que os estudos científicos precisam para circular: Mobilização do mundo, Autonomização, Alianças, Representação pública e Vínculo e nós. O fluxo que mais me chamou atenção foi a "Mobilização do mundo" que na física nuclear de Joliot são os" atores não humanos", a saber: os instrumentos, insumos e equipamentos necessários para o seu experimento. Diante disso, para toda experiência científica é necessária a união "vascular" entre a academia e a sociedade, esta última beneficiária final do trabalho acadêmico e grande patrocinadora.

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  6. Latour usa o exemplo de Joilot, pesquisador nuclear na época da 2a guerra, para detalhar a produção do conhecimento e sua vinculação, inserção na história e na sociedade. Política e ciência descrevem as mesmas trajetórias na humanidade, porém em ordem inversa. A translação de objetivos, discursos diferentes é uma parte do discurso dos fatos científicos, pois a transição é progressiva e continuada. É assim que a ciência aparentemente produz verdades imutáveis, nesse suposto reducionismo das condições de produção do conhecimento científico, além da simplificação do raciocínio e retirada dos fatores humanos e não-humanos que determinaram tal produção. Citando o conceito de referência circulante, Latour explica que os estudos científicos tem cinco tipos de atividades. Na primeira, instrumentos compõem a mobilização do mundo, os cientistas fazem os objetos ou instrumentos girarem em torno deles. Na segunda, os colegas, a autonomização significa que um especialista não existe isoladamente, precisa de interfaces com as quais interagir. A terceira, alianças, mantém o fluxo de informação. A quarta é a da representação, opinião pública. O produto de uma disciplina tem o objetivo de modificar a opinião do público ou, no mínimo, informá-lo. Por último, a quinta esfera é a dos vínculos e nós, o conteúdo conceitual. Exemplificando com um sistema circulatório, o conteúdo seria o coração pulsando no centro de um rico sistema de vasos, que não existe sem todo o conjunto. Finalizando, se não é possível entender as ciências sem seu “contexto” social, não é possível entender o “contexto” social sem o desenvolvimento científico.

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  7. Não concordo com Latour quando no começo do segundo parágrafo da p. 116 declara que o começo do capítulo 3 (O fluxo sanguíneo da ciência – Um exemplo da inteligência cientifica de Joliot) é confuso. Para mim esse foi o mais interessante capítulo até aqui, pois demonstrou desde o começo com um exemplo prático (uma experiência de Frédéric Joliot), de forma clara, como existe um emaranhado de conexões necessárias para se realizar um estudo científico, que a princípio isoladamente podem parecer que são desconexos, mas na verdade é algo que circula, como um fluxo sanguíneo. Com a experiência de Joliot o autor explica e exemplifica a translação, que consiste em combinar dois interesses que até então são distintos em um único objetivo composto. Não se trata unicamente em fundir dois interesses ou produzir dois objetivos diferentes, como popularmente se diz “uma mão lava a outra”, mas sim na criação de um novo objeto que o resultado atenda aos dois lados. Para que isso funcione é necessário que se construa uma engrenagem de agentes externos que Latour chama de “sistema circulatório”, que consiste em criar instrumentos necessários ao funcionamento do seu objeto; convencer os seus pares da importância da pesquisa; conquistar aliados que possam “comprar” a ideia; dar publicidade e passar uma imagem positiva da pesquisa; e estar disposto a mobilizar e entender a reação em cadeia de todo processo. Em resumo, para o desenvolvimento de uma pesquisa científica não basta apenas o pesquisador se debruçar isoladamente em seu laboratório, ele precisa criar/articular um círculo de agentes externos que entrelaçados, e interdependentes, proporcionam condições para o seu desenvolvimento.

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  8. ESTUDOS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE
    Aluno: Mario Afonso da Silveira Barbosa
    Reação ao capítulo 3 do livro “A Esperança de Pandora”

    Neste capítulo, Latour discute situações referentes aos acordos firmados entre Frédéric Joliot (genro de Marie Curie e um dos cientistas franceses ganhadores do Prêmio Nobel) e a Union Minière du Haut Katanga, visando o aproveitamento do óxido de urânio resultante das ações extrativas praticadas por essa companhia, para esclarecer que os praticantes de Estudos científicos não buscam a explicação social dos fatos científicos. Ou seja, nesses Estudos, não se pretende estabelecer a priori a existência de alguma conexão entre ciência e sociedade, pois “a
    existência desta conexão depende daquilo que os atores fizeram ou deixaram de fazer
    para estabelecê-la, mesmo que os Estudos de Ciência ofereçam os meios de
    traçar tal conexão caso ela exista.
    Assim, ao invés de buscar cortar o nó górdio no qual se enovelaria de um lado a “ciência pura” e, de outro, a “política pura”, os praticantes desses Estudos atuariam de modo a acompanhar os gestos daqueles que o apertam cada vez mais. E,
    para tanto, eles precisam deter-se nas operações de translação continuamente
    processadas, por exemplo, entre o político e o científico, o político e o tecnológico e
    vice-versa.
    Como destaca Latour, uma boa parte dos Estudos de Ciência ocupa-se com a
    análise dessas operações translativas, que implicam deslocamentos, invenções,
    mediações e a criação de vínculos antes inexistentes, modificando nesses processos
    os “originais” neles envolvidos. É, ainda, nesse sentido que, segundo ele, os Estudos
    científicos afastam-se do clássico debate entre história internalista e externalista da
    ciência.

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  9. Latour nunca foi muito bom em desenhos e gráficos, mas a representação do fluxo sanguíneo da ciência me conquistou. Os cinco circuitos passam a imagem da reconstrução proposta, da imbricação e da impossível dissociação. As atividades exigem habilidades do “cientista” (lembrei-me do capítulo de Ciência em Ação: Quando os de dentro saem) que vão além da bancada do laboratório. Argumentar, persuadir, comunicar, mobilizar. Humanos e não humanos transformando a bagagem em inscrições, em informações compreensíveis, possibilitando quem está de fora entrar no laboratório. O fato científico exige uma série de composições sociotécnicas para virar uma caixa preta robusta, depende de negociações que envolvem interesses mútuos, uma troca. É interessante pensar em como as afirmações iniciais podem se transformar, ganhar uma outra forma ao longo da consolidação do “fato”. Se tentarmos “ler” as translações ocorridas desde o ponto de partida, poderemos entender os caminhos de interesses percorridos. Um objeto é configurado a partir de um “mundo” até então sem forma, mas que existe e interage. O resultado de todos os movimentos será um “fato”, resultado das translações e da aceitação da sociedade.

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  10. Neste capítulo Latour relata a trajetória de uma pesquisa abordando os aspectos e conexões políticas e sociais ora juntos, ora distintos. Também nos mostra o lado oculto de um estudo científico, apontando que existem vários pontos de vista e que tudo depende de quem conta ou vivencia a história. Ressalto aqui dois pontos interessantes na leitura: a retórica do discurso , onde muito mais importante do que desenvolver um bom trabalho científico, vimos a importância da criação e apoio de aliados e sobre a operação de translação, onde a partir da combinação dos interesses num objetivo composto os objetivos são transformados e apresentados sob uma nova forma.
    Deixo aqui uma reflexão que encontrei no capítulo: Disciplinar o homem e mobilizar coisas, mobilizar coisas disciplinando o homem; eis aqui uma maneira de comnvencer às vezes chamada de pesquisa científica.

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  11. Maria Veronica S. V. Aguilera

    A leitura da reportagem Epidemia de ignorância, publicada na Revista Galileu (ed.334 – maio,/2019), concomitante ao estudo do capítulo 3 do livro de Latour, evidenciou para mim a questão da “Representação Pública” (p 123), um dos cinco Circuitos que devem ser considerados na circulação dos fatos científicos. A matéria aborda um crescente movimento antivacinação, liderado por países desenvolvidos como Itália e Estados Unidos ao passo que aumentam em todo o mundo os surtos de doenças altamente contagiosas como o sarampo; fala de resistência às políticas públicas de imunização, direito individual e coletivo, desinformação e medo. Mas não há como não destacar a pergunta de Latour: “ Até que ponto (as pessoas) confiam na ciência?” O tema remete à importante questão da informação científica, da comunicação entre pesquisadores e público, com esse “mundo exterior”, onde Latour identifica propriedades especificas e uma plêiade de dons e talentos outros com os quais nem sempre os cientistas sabem lidar. Assim, é que podem ser brilhantes na elaboração de seus artigos ou falando para uma plateia de pares, mas nem sempre habilidosos o bastante em uma entrevista para um canal de TV ou qualquer outro canal da mídia. Latour ressalta a importância de não se subdimensionar a Representação Pública em relação aos outros Circuitos (Mobilização do mundo, Autonomização, Alianças e Vínculos e nós), enfatizando sempre o quanto se inter-relacionam qual a trama de um tecido, embora com uma, digamos, entonação diferenciada para Vínculos e Nós, que já se prenuncia em sua denominação.

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  12. Um exemplo da inteligência científica de Joliot
    O fluxo sanguíneo da ciência

    Latour descreve o caminho de Joliot, cientista francês e pesquisador de física atômica. Pouco antes da segunda guerra mundial, Joliot e seus colaboradores estavam capacitados para criar a primeira reação nuclear artificial em cadeia, em realidade militar (bomba atômica) ou industrial (produção de energia/reator civil). Isto apesar de 10 equipes estarem trabalhando nisso no mundo.
    Para tal, cria-se uma sucessiva rede de cadeias de translações (e tudo que é importante ocorre entre ambas). Translações e modificadores científicos, políticos, militares, comerciais, sociais... Todos fluxos, e com conexões entre si (Ministro da guerra, Dautry, Collège de France, oficina de Yvri, Laboratórios, CNRS, urânio da Union Minière, água pesada da norueguesa Norsk Hydro Elektrisk, e muito mais).
    Mesmo se o conceito central é o coração, a estrutura desenvolve-se como um sistema circulatório de corpo humano. Latour: “começando, no túnel, pelo lado da ciência, o historiador chega finalmente ao outro, o da guerra e da política”. Dautry quer a bomba e o poder militar, Joliot quer ser o primeiro a criar fissão nuclear em laboratório.
    Neste processo, Joliot irá misturar questões epistemológicas e ontológicas, e na busca de aliança, e de apoio por outros, Latour percebe nos estudos científicos uma mescla extraordinária de humanos e não-humanos, percebe neles também a capacidade de “transportar coisas sem deformações ao longo de transformações”.
    Latour enumera 5 tipos de atividades que os estudos científicos têm de descrever: a mobilização do mundo (onde os cientistas fazem girar os objetos em torno deles), a autonomização (o encontro de colegas), as alianças, a Representação pública e finalmente, os vínculos e nós.

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  13. Reação ao Capítulo 3

    OBSERVAÇÃO: REAÇÃO DO CARLOS ALBERTO PAIXÃO


    Nesse capítulo Latour discute situações referentes aos acordos firmados entre Frédéric Joliot( genro de Marie Curie e um dos cientistas ganhadores do prêmio Nobel) e a empresa Union Minière du Haut Katanga, visando o aproveitamento do óxido de urânio resultante das ações extrativas praticadas por essa companhia, para esclarecer que os praticantes dos Science Studies não buscam a explicação social dos fatos científicos. Ou seja, nesse Movimento, não se pretende estabelecer a priori a existência de alguma conexão entre ciência e sociedade, pois “a existência desta conexão depende daquilo que os atores fizeram ou deixaram de fazer para estabelece-la( ver pág,104), mesmo que os Science Studies ofereçam os meios de traçar tal conexão caso ela exista.
    Assim, ao invés de buscar cortar o nó górdio no qual emaralhar-se -iam de um lado a ciência pura e, de outro, a política pura , os praticantes dos Science Studies atuariam de modo a acompanhar os gestos daqueles que o apertam cada vez mais. E , para tanto, eles precisam deter-se nas operações de translação continuamente processadas, por exemplo, entre o político e o científico, o político e o tecnólogo e vice-versa.


    Como destaca Latour, uma boa parte dos Science Studies ocupa-se com as análises dessas operações translativas, que implicam deslocamentos, invenções, mediações e a criação de vínculos antes inexistentes, modificando nesses processos os “originais” neles envolvidos. É , ainda, nesse sentido que, segundo Latour, os Science Studies afastam-se do clássico debate entre história internalista e externalista da ciência.

    OBSERVAÇÃO: REAÇÃO DO CARLOS ALBERTO PAIXÃO

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