O aspecto mais discutido da obra de Latour é o mesmo peso que ele dá aos humanos e não humanos ou a quebra da velha dicotomia sujeito-objeto. Outro ponto é a superação da ideia da mente observadora, que vê tudo de fora, observando, ou seja, um cientista isento, que não interfere com a pesquisa, apenas observa e faz anotações. Pontos como temos espaço para as ciências que ficaram esquecidas, as ciências tradicionais, dos povos indígenas, etc; uma nova natureza, um coletivo de humanos e não humanos; uma “cosmopolílita visualizada por Isabelle Stengers” (pág. 352) com humanos e não humanos vivendo uma vida boa, custe o que custar; sem dominação, ateísmo, anarquismo, “Nem deus nem senhor”, transformações... Latour concluí que, apesar dos esforços e de ter chego perto, não encontrou a Esperança no fundo da caixa de Pandora. Que precisará de um artifício novo e mais complexo para que seja bem sucedido da próxima vez.
Minha reação está aqui: https://drive.google.com/file/d/1POF6Omns6vPHvH9NnsLj2puVfNwkXFfr/view?usp=sharing ou aqui encurtador.com.br/yBHP0 Vocês precisam copiar e colar no navegador porque aqui não dá nem para colocar links nem para colocar fotos!!!!!!
O autor, nesse capítulo final, esclarece seus objetivos e reafirma as conexões entre os diversos conteúdos trabalhados durante o livro, tanto de forma direta, como metafórica. Para mim, os trechos mais importantes deste capítulo são: • A inexistência de um mundo lá fora e uma mente lá dentro, não há um prisioneiro da linguagem que esteja atrelado unicamente aos caminhos da lógica. • Se os não-humanos tiverem que ser incluídos num coletivo, será o mesmo coletivo dos humanos, que ambos compartilham nas ciências. • A ciência é socialmente construída, tudo é discurso e não existe uma realidade exterior. • A subjetividade deve misturar-se com a objetividade. • Os cientistas mais fortes são os que dispõe de aliados certos, na hora certa, no lugar certo e, por isso, vencem. Estes trechos denotam muitos dos conteúdos, raciocínios ou racionalizações que refleti e internalizei durante as leitura do livro, que reafirmaram algumas opiniões e sentimentos dentro de mim e que, em última instância, reafirmaram a minha esperança de pandora!
A minha reação do capítulo final do livro A esperança de Pandora é esse vídeo. Um encontro mortal entre não humanos e humanos no período mais sombrio da nossa história. A esperança é que humanos e não-humanos possam caminhar juntos nos livrando do martelo e da bigorna dos iconoclastas deste século e dos vindouros.
Estou longe de ser uma especialista em Latour e nem mesmo me considero uma latouriana, mas de todas as obras do autor que li essa é a que mais me toca e da qual extraí muito para minha tese. Depois de deslocar nossa atenção das teorias para as práticas, mostrar que mente e mundo interagem de forma recíproca e juntar natureza e sociedade, Latour conclui nos deixando a pergunta: "Que artificio libertará a Esperanca de Pandora?". Uma conclusão bem aos moldes do campo CTS, que mais pergunta que responde, mas que mesmo assim nos oferece conforto, nos deixa a esperança das misturas, das verdades plurais e dos coletivos democráticos de humanos e não-humanos.
O aspecto mais discutido da obra de Latour é o mesmo peso que ele dá aos humanos e não humanos ou a quebra da velha dicotomia sujeito-objeto. Outro ponto é a superação da ideia da mente observadora, que vê tudo de fora, observando, ou seja, um cientista isento, que não interfere com a pesquisa, apenas observa e faz anotações.
ResponderExcluirPontos como temos espaço para as ciências que ficaram esquecidas, as ciências tradicionais, dos povos indígenas, etc; uma nova natureza, um coletivo de humanos e não humanos; uma “cosmopolílita visualizada por Isabelle Stengers” (pág. 352) com humanos e não humanos vivendo uma vida boa, custe o que custar; sem dominação, ateísmo, anarquismo, “Nem deus nem senhor”, transformações...
Latour concluí que, apesar dos esforços e de ter chego perto, não encontrou a Esperança no fundo da caixa de Pandora. Que precisará de um artifício novo e mais complexo para que seja bem sucedido da próxima vez.
Minha reação está aqui: https://drive.google.com/file/d/1POF6Omns6vPHvH9NnsLj2puVfNwkXFfr/view?usp=sharing
ResponderExcluirou aqui encurtador.com.br/yBHP0
Vocês precisam copiar e colar no navegador porque aqui não dá nem para colocar links nem para colocar fotos!!!!!!
O autor, nesse capítulo final, esclarece seus objetivos e reafirma as conexões entre os diversos conteúdos trabalhados durante o livro, tanto de forma direta, como metafórica. Para mim, os trechos mais importantes deste capítulo são:
ResponderExcluir• A inexistência de um mundo lá fora e uma mente lá dentro, não há um prisioneiro da linguagem que esteja atrelado unicamente aos caminhos da lógica.
• Se os não-humanos tiverem que ser incluídos num coletivo, será o mesmo coletivo dos humanos, que ambos compartilham nas ciências.
• A ciência é socialmente construída, tudo é discurso e não existe uma realidade exterior.
• A subjetividade deve misturar-se com a objetividade.
• Os cientistas mais fortes são os que dispõe de aliados certos, na hora certa, no lugar certo e, por isso, vencem.
Estes trechos denotam muitos dos conteúdos, raciocínios ou racionalizações que refleti e internalizei durante as leitura do livro, que reafirmaram algumas opiniões e sentimentos dentro de mim e que, em última instância, reafirmaram a minha esperança de pandora!
A minha reação do capítulo final do livro A esperança de Pandora é esse vídeo. Um encontro mortal entre não humanos e humanos no período mais sombrio da nossa história.
ResponderExcluirA esperança é que humanos e não-humanos possam caminhar juntos nos livrando do martelo e da bigorna dos iconoclastas deste século e dos vindouros.
https://www.youtube.com/watch?v=Zm-SO2_qJ94&t=24s
Estou longe de ser uma especialista em Latour e nem mesmo me considero uma latouriana, mas de todas as obras do autor que li essa é a que mais me toca e da qual extraí muito para minha tese. Depois de deslocar nossa atenção das teorias para as práticas, mostrar que mente e mundo interagem de forma recíproca e juntar natureza e sociedade, Latour conclui nos deixando a pergunta: "Que artificio libertará a Esperanca de Pandora?". Uma conclusão bem aos moldes do campo CTS, que mais pergunta que responde, mas que mesmo assim nos oferece conforto, nos deixa a esperança das misturas, das verdades plurais e dos coletivos democráticos de humanos e não-humanos.
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